Desde o início da década de 1970, registra-se
forte aumento da parcela da população rural
empregada em atividades não agrícolas.
Estudos realizados pelo IBGE, juntamente com
a Unicamp e a Embrapa, mostram que entre
1990 e 2000 os empregos não agrícolas na área
rural cresceram 35%. No período analisado,
surgiram cerca de 1,2 milhão de novas vagas
em setores como prestação de serviços,
construção civil, comércio e atividades sociais.
WANDERLEY, M. de N. B. O mundo rural como
espaço de vida. Porto Alegre: Editora da UFRGS,
2009.
O texto evidencia uma transformação recente no espaço rural brasileiro, associada ao conceito de novas ruralidades, caracterizado principalmente:
pela substituição total da agricultura por atividades industriais de grande escala.
pela manutenção exclusiva do trabalho agrícola tradicional como base econômica do campo.
pela diversificação das atividades econômicas no meio rural, integrando funções agrícolas e não agrícolas.
pelo esvaziamento demográfico do campo, provocado pela migração definitiva para as cidades.
pela estagnação produtiva das áreas rurais diante do avanço do setor urbano.